Escutando a voz de Deus na Bíblia

Em seu livro O Conhecimento de Deus, "Deus falou com a humanidade, e a Bíblia é a Sua Palavra, dada a nós para nos fazer sábios para a salvação".

A Bíblia declara: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1). Em um outro lugar, lemos: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Timóteo 3:16).

Você pode ouvir as pessoas dizerem que a Bíblia seja apenas um livro escrito por homens, mas a própria Bíblia afirma ser a Palavra de Deus! Será que podemos confiar nela? As provas históricas, arqueológicas, de profecias cumpridas e do testemunho pessoal durante um período de milhares de anos são impressionantes, pois a Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus. Você quer ouvir a voz de Deus? Então leia a Bíblia. Encontre um bom plano de leitura diária e siga-o.

Escutando a voz de Deus através da Oração
Quando você quer ter uma conversa com alguém, como você começa? Você fica na frente da pessoa esperando que ela fale com você? Isso pode funcionar, se a outra pessoa for extrovertida o bastante, mas geralmente começamos uma conversa ao abrir as nossas próprias bocas e iniciar uma conversa para conseguir obter a atenção da outra pessoa. É o mesmo com Deus! Ele ama quando falamos com Ele, e é nesses momentos que nos preparamos para ouvir a voz de Deus. A oração é como dizer: "Olá, meu Deus, sou eu. Eu creio que o Senhor me criou e sabe muito mais sobre como eu deveria viver a minha vida do que eu. Eu gostaria de Te conhecer melhor. Isso é o que está acontecendo na minha vida, e gostaria de aprender de Ti sobre como devo agir. Por favor, podes falar comigo acerca disso hoje?"

Em uma conversa normal, falamos, então esperamos por uma resposta da outra pessoa. É o mesmo com Deus! Uma vez que temos preparado os nossos corações para escutarem através da oração, é muito mais provável que escutaremos a voz de Deus. Será que Ele fala conosco através de uma voz audível? Alguns afirmam que Ele faz, mas geralmente não é esse o caso. Talvez não possamos realmente "ouvir" a voz de Deus, mas Ele fala conosco de muitas maneiras. Aqui estão algumas delas:

Deus fala através da Sua Palavra
Deus fala através de nossos pensamentos
Deus fala através de conversas com outros
Deus fala através das circunstâncias
Escutando a voz de Deus através de Jesus
A Bíblia também nos diz que Jesus é Deus encarnado. Portanto, se você quiser ouvir a voz de Deus, você deve estudar e conhecer os ensinamentos de Jesus. Eis como João O descreve: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida" (1 João 1:1). Você também precisa ter um relacionamento pessoal com Jesus. Alguma vez você já tentou ter uma conversa de qualquer profundidade com uma pessoa que você não conhecia? Geralmente essa conversa não vai muito longe.

Pouco antes de ser crucificado, Jesus se encontrou com seus discípulos para tranquilizá-los sobre o que aconteceria depois que Ele tivesse ido embora. Ele prometeu-lhes um ajudante: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (João 14:16-17). O Espírito Santo, então, é o cumprimento da forma em que escutamos a voz de Deus!

1- Para ouvir a voz de Deus é preciso: v.1-5

Deus quer falar com seus servos, mas estes precisam estar prontos a ouvir. Davi descreve o que é necessário para ouvir a voz de Deus:
-ENTREGA: “Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força” (v.1). Devemos entregar a Deus tudo o que lhe é devido como tributo merecido, nossas vidas pertencem ao Senhor.
-ADORAÇÃO: “Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade” (v.2). Quando adoramos a Deus estamos invocando a sua presença e então somos preparados para ouvir a sua voz.
-SENSIBILIDADE: “Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas” (v.3). A voz do Senhor é agradável aos ouvidos e principalmente ao coração de quem é sensível a ouvi-lo.
-SUBMISSÃO: “A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade” (v.4). Deus é o Senhor e merece nossa atenção, então devemos ser submissos ao seu falar como súditos que se calam diante do Rei.
-QUEBRANTAMENTO: “A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano” (v.5). A dureza de nosso coração ou mente tem que ser quebrada para aprendermos a ouvir o Senhor.
Se você deseja ouvir a voz do Senhor precisa entregar sua vida a Deus para viver uma vida de intimidade com Ele (Salmos 25.14). Quando precisar ouvir o que Deus tem a te dizer, comece adorando e louvando ao Senhor. Com o tempo você vai se tornando mais sensível a perceber Deus falando em seu coração. Também precisará estar disposto a obedecer, tornando-se submisso ao que Deus te falar. Então você terá um coração quebrantado e disposto a ser sondado por Deus (Isaías 57.15).

Prepare-se para ouvir a voz de Deus!
                           
2- Quando ouvimos a voz de Deus recebemos: v.6-11
A mesma voz Divina que ordenou que tudo fosse criado, também nos abençoa e transforma nossas vidas. Quando Deus fala, Ele nos dá:
-ALEGRIA: “Ele os faz saltar como um bezerro; o Líbano e o Siriom, como bois selvagens” (v.6). Ficamos contentes quando o Senhor fala conosco trazendo paz e consolo ao coração.
-PODER: “A voz do SENHOR despede chamas de fogo” (v.7). O Espírito Santo nos enche de seu fogo e unção quando ouvimos Deus falar em nosso coração.
-TEMOR: “A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades” (v.8). Tornamo-nos mais tementes a Deus quando ouvimos Deus falar nos ensinando o que devemos fazer,
-VIDA: “A voz do SENHOR faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!” (v.9). Nossa vida se torna abundante ao reconhecer a voz do Senhor (João 10.10).
-REINO: “O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre” (v.10). Um dos sinais do Reino de Deus em nossas vidas é ouvir as ordens do Rei dos reis.
-PAZ: “O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa com paz ao seu povo” (v.11). A voz de Deus traz alento a nossa alma e paz ao coração.
A consequência de ouvir a voz do Senhor é receber alegria em seu coração, além de ser fortalecido pelo poder de Deus que se manifesta no seu falar. Então ficamos cheios de temor a Deus passando a viver conforme a vontade do Senhor que vem reinar em nosso coração nos trazendo sua paz.
O melhor prazer que existe é ouvir a voz de Deus!

Escutando a voz de Deus na Bíblia, oração

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017
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O batismo é um ato de f é e um testemunho poderoso
da união do crente com Cristo.
O batismo é, portanto, uma proclamação poderosa da verdade do que Cristo
fez; é uma "palavra em forma de água", testificando da participação do crente na
morte e ressurreição de Cristo. É mais um símbolo que um mero sinal, pois é um
quadro vivo da verdade que transmite. Não há relação inerente entre um sinal e o
que ele representa. É apenas por convenção, por exemplo, que o sinal verde nos
manda seguir, em vez de parar. Em contraste com isso, o sinal de cruzamento com
uma ferrovia é mais que um sinal, pois contém um desenho tosco do que pretende
indicar, o cruzamento de uma estrada com um trilho ferroviário. O batismo é um
símbolo, não um simples sinal, pois de fato retrata a morte e a ressurreição do
crente com Cristo.

Os receptores do batismo
Quem são os receptores dignos do batismo? A questão aqui é se devemos nos
apegar ao batismo de crianças ou ao batismo de crentes (i.e., a posição de que o
batismo deve ser restrito aos que confessaram crer na obra expiatória de Cristo).
Note que nossa dicotomia não é entre batismo de crianças e batismo de adultos,
pois os que rejeitam o batismo de crianças estipulam que os candidatos ao batismo
devem de fato exercer fé. Sustentamos que a posição correta é a do batismo de
crentes. Notamos que a base do batismo de crianças repousa ou na idéia de que o
batismo transmite a graça salvadora ou na idéia de que o batismo, como a
circuncisão no Antigo Testamento, é um sinal e selo da entrada na aliança. Uma vez
que ambas as idéias foram consideradas inadequadas, precisamos concluir que o
batismo de crianças é insustentável. O significado do batismo exige que sustentemos
a posição do batismo de crentes.

Os modos do batismo Não é possível resolver a questão do modo adequado de batismo tomando por
base os dados lingüísticos. Devemos notar, porém, que o significado predominante
da palavra grega baptizõ é "mergulhar ou imergir na água".15 Mesmo Martinho
Lutero e João Calvino reconhecem que imersão é o significado básico do termo

As Ordenanças da Igreja: o Batismo e a Ceia do Senhor
que essa era a forma original do batismo praticado pela igreja primitiva.20 Há
algumas considerações que sustentam a idéia de que a imersão era o procedimento
bíblico. João batizava em Enom "porque havia ali muitas águas" (Jo 3.23). Quando
batizado por João, Jesus "saiu da água" (Mc 1.10). Ao ouvir as boas novas, o
eunuco etíope disse a Filipe: "Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?" (At
8.36). Então os dois desceram até a água, Filipe o batizou e ambos saíram da água
(v. 38,39).

Há pouca dúvida de que o procedimento seguido nos tempos do Novo
Testamento era a imersão. Mas isso significa que precisamos praticar a imersão hoje?
Ou há outras possibilidades? As pessoas para quem o método não parece crucial
sustentam que não há ligação essencial entre o significado do batismo e a maneira
pela qual é ministrado. Mas se, como afirmamos em nossa discussão do significado,
o batismo é de fato um símbolo, e não um mero sinal arbitrário, não temos
liberdade de mudar o modo. Em Romanos 6.3-5 Paulo parece estar salientando que existe uma ligação significativa entre o modo de ministrar o batismo (imergir a pessoa na água e
depois trazê-la para fora) e aquilo que o ato simboliza (morte para o pecado e vida
nova em Cristo —e, além disso, o batismo simboliza o fundamento pelo qual o
crente morre para o pecado e recebe nova vida: a morte, o sepultamento e a
ressurreição de Cristo). Tendo em mente essas considerações, o imersionismo
parece a mais adequada das várias posições. Embora talvez não seja a única forma
válida de batismo, é a forma que preserva e completa mais plenamente o
significado do batismo. Qualquer que seja o método adotado, o batismo não é um assunto a ser tratado com leviandade. E de grande importância, pois é tanto um sinal da união do crente
com Cristo quanto, como uma confissão dessa união, um ato complementar de fé
que serve para cimentar com maior firmeza esse relacionamento.

O batismo é um ato de f é

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Jeremias: O Homem, o Profeta e a Mensagem
Amensagem do profeta Jeremias
Apesar do ministério do profeta Jeremias ter sido bastante longo, sua mensagem principal é muito clara, e podemos pontuá-la da seguinte forma:

O profeta Jeremias convocou o povo ao arrependimento a fim de evitar o julgamento divino.
Depois, o profeta Jeremias avisou que o tempo de arrependimento havia se esgotado, e que Judá sofreria o juízo de Deus. Tal juízo seria muito severo, pois implicava na perda da Terra Prometida.
Jeremias profetizou que o cativeiro babilônico seria inevitável, e que Jerusalém cairia diante de Nabucodonosor.
Jeremias mostrou, através de sua mensagem, que Judá mereceu o cativeiro por causa dos graves pecados, sobretudo a idolatria, que persistiram em cometer.
O profeta Jeremias anunciou que o Templo em Jerusalém não poderia proteger os judeus do julgamento iminente.
Jeremias também profetizou que Deus salvaria um remanescente de Seu povo por meio do exílio, pois quando o período de cativeiro terminasse, haveria uma maravilhosa restauração sob uma nova aliança (Jr 31:31-34). O Novo Testamento nos mostra que essa promessa encontra seu cumprimento em Cristo (Lc 22:20; 1Co 11:25; Hb 8:6; 9:15; 12:24).
Quando lemos a profecia do profeta Jeremias registrada em seu livro, entendemos que sua mensagem serviu para lembrar os exilados sobre os motivos que lhes conduziram às provações que estavam enfrentando, e assegurar-lhes que, ao se arrependerem, eles voltariam para Jerusalém e desfrutariam de grande bênçãos.

A personalidade e a vida do profeta Jeremias
Jeremias exerceu todo seu ministério de maneira vigorosa, mesmo diante de muitas aflições. Ele teve uma vida bastante solitária, muito por conta da mensagem impopular que transmitia (Jr 15:17).

Durante seu ministério é possível perceber a forma com que ele se envolveu pessoalmente com sua mensagem, de modo que ele sentiu, antes do próprio povo, agonia diante da aproximação do cativeiro
babilônico, além de também sentir a fúria do Senhor sobre o pecado do povo (Jr 4:19-21; 8:21-9:3; 10:19-22; 14:19-22).

Jeremias foi proibido pelo Senhor de se casar e formar uma família, isso para servir como um sinal das transformações que o exílio resultaria na vida cotidiana do povo (Jr 16:2). Jeremias experimentou angustias tão grandes durante sua vida que, por conta de seu lamento, ele ficou conhecido popularmente como o profeta chorão (cf. Jr 4:19; 8:18,21; 9:1,10; 13:17).

O profeta Jeremias foi preso e teve sua vida ameaçada várias vezes, pois a mensagem que proclamava fazia com que ele se colocasse em oposição à liderança de Judá. Às vezes, Jeremias parecia que detestava sua missão, pois ela lhe ocasionava grandes problemas, inclusive com seus parentes e conhecidos. Ele era alvo de zombaria e todos o amaldiçoavam (Jr 11:18-21; 12:1-6; 15:10-21; 17:12-18; 18:19-23; 20:7-18).

Com base nos detalhes registrados por Baruque, seu escriba, é possível perceber que Jeremias tinha uma personalidade forte, repleta de contrastes. Ele era um homem honesto, um profundo observador analítico, gentil, afetuoso e, ao mesmo tempo, inflexível.

Apesar de se lamentar com frequência, o profeta Jeremias era uma pessoa otimista e de oração. Ele superou qualquer timidez que pudesse ter no início de seu ministério, e suportou a hostilidade, a solidão, a angústia e até mesmo a sensação do aparente fracasso.

Diante de um sofrimento tão intenso, o profeta Jeremias em algumas ocasiões não conseguia entender por que estava sendo submetido a tudo aquilo, chegando até mesmo a acusar o Senhor de tê-lo enganado (Jr 20:7) e desejar a morte (Jr 20:18). Todavia, no fim o profeta entendeu que Deus é soberano e controla todas as coisas.
Jeremias, o Profeta - aspectos notáveis O nome Jeremias, do hebraico “Yirmeyahu”, aparentemente significa “O Senhor Estabelece”. Segundo Archer, o nome do profeta se relaciona ao verbo “ramah” (lançar) e pode ser entendido no sentido de lançar alicerces [1]. A profecia de Jeremias projeta-se sobre o nome do seu autor, como afirma Ellisen, pois embora suas profecias fossem contestadas, eram Palavras divinas, sendo que o próprio título anuncia tal certeza [2].

Jeremias nasceu aproximadamente em 647 a.C., na cidade benjamita de Anatote, terra da família sacerdotal de Abiatar (1 Rs 2.26), localizada a 5 Km a nordeste de Jerusalém. Era filho de Hilquias, sacerdote no período da reforma do rei Josias e bisavô de Esdras (Ed 1.1).

Aproximadamente em 626 a.C., no décimo-terceiro ano de Josias, Jeremias iniciou o seu ministério profético quando ainda possuía cerca de vinte anos (1.6), muito embora fosse vocacionado à profeta desde o ventre materno (1.5).

Resistiu inicialmente o chamado profético, sua desculpa, segundo Willmington, era em razão de sua pouca idade [3], entretanto, Harrison acredita que, muito embora o termo usado possa significar “menino”, “criança” ou “adolescente” (Êx 2.6; 1 Sm 4.21), o termo hebraico quer dizer “jovem” ou “rapaz” [4].

Jeremias profetizou cerca de quase um século depois de Isaías [5], e ambos levaram mensagens de condenação ao reino de Judá em decorrência de seu pecado. Para entendermos um pouco da pessoa e da mensagem de Jeremias, podemos compará-lo com Isaías, como vários autores modernos têm feito.

Não contraiu matrimônio, pois fora proibido pelo Senhor como sinal à nação (16.2).

Durante cerca de 40 anos (627-586 a.C.) desenvolveu seu ministério profético na capital de Judá, Jerusalém, e por cerca de cinco anos ministrou no Egito (Jr 43-44). Durante o governo do piedoso rei Josias, cerca de trinta e um anos, Jeremias não sofreu qualquer tipo de perseguição, uma vez que mantinha estreitas e amistosas relações com o rei. Na morte do rei Josias, em Megido, Jeremias compôs uma elegia fúnebre (2 Cr 35.25).

Quanto ao caráter, Jeremias era meigo, humilde e introspectivo, mas recebeu da parte de Deus a
incumbência de profetizar aos seus contemporâneos. Segundo Baxter, a figura do profeta impressiona pela perseverante paciência [id.ibid.].

Quanto ao público, o profeta Jeremias era impopular. Foi desprezado e perseguido pelos reis devido à
mensagem grave de suas profecias contra a monarquia, os falsos profetas, os sacerdotes e contra os injustos. Foi acusado de traição, por ordenar, a mando do Senhor, que Judá se rendesse aos babilônicos. Contudo, nutria grande afeição pelo seu povo e todas essas lutas o aproximava cada vez mais de Deus. O livro de Jeremias revela algo de seus tocantes diálogos com o Senhor (11.18-23; 12.1-6; 15.1-21; 18.18-23; 20.1-18).

Ao que parece, o profeta Jeremias possuía certa condição financeira que possibilitava a compra da fazenda empenhorada de um parente falido.

Durante os quarenta anos em que profetizou teve pouquíssimos convertidos, e, mui provavelmente, além de seu amanuense Baruque, não tenha tido conhecimento de qualquer outra pessoa que tenha acreditado em suas profecias, a ponto de segui-lo.

As obras da pena de Jeremias, o livro que leva o seu nome, e Lamentações, não dizem qualquer coisa concernente a morte do profeta. Aqueles que se propõem a discursar sobre o tema, apenas apresentam a tradição que atesta a morte do profeta no Egito, outros na Babilônia por morte violenta, ou na tranquilidade de sua velhice, entretanto, não sabemos quais dessas tradições são as mais confiáveis. Porém, podemos citar Francisco que afirma: “o profeta morreu como viveu: de coração quebrantado, pregando a um povo irresponsável” [6].

A vida de Jeremias nos deixa como exemplo: 

- Apesar das dificuldades jamais desistiu de ensinar a Palavra de Deus; - Quando Deus nos chamar devemos obedecer a sua voz, Deus nos capacita para o chamado; - Deus está perto de nós, Ele nos conhece e sabe de nossa necessidade: 'Porventura sou eu Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR."(Jeremias 23:23-24); - Não devemos jamais nos acostumar com o pecado; - Deus deseja que nós compartilhemos com os outros da Sua palavra; - Nada é impossível para Deus; - A Palavra de Deus é poderosa; - Deus é Fiel: "Certamente em vão se confia nos outeiros e na multidão das montanhas; deveras no SENHOR nosso Deus está a salvação de Israel." Jeremias 3:23 - Deus quer ser conhecido de nós. "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei voltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei." Jeremias 29:11-14 

Data e local em que o livro de Jeremias foi escrito

O livro foi escrito entre 627 a 580 a. C. O ministério de Jeremias teve início no reinado de Josias e prosseguiu em Jerusalém durante os 18 anos de reforma e os 22 anos de colapso nacional. Forçado a ir para o Egito com os rebeldes, profetizou ali 5 anos (44.8).

O que não pode passar desapercebido quando estudamos o livro do profeta, é que os fatos que constam neste escrito não estão em ordem cronológica. Os capítulos 35 e 36, por exemplo, são anteriores ao tempo do capítulo 31. Lembremos que o formato primitivo dos escritos do profeta Jeremias era o rolo. É provável que Jeremias e Baruque depois de escreverem uma mensagem, se lembrassem de outra que havia sido entregue antes daquela já registrada. Assim, era acrescentada uma nova mensagem à anterior. Essa mistura de mensagens novas e antigas torna difícil ao leitor saber qual a sequência certa em que foram entregues.

Contexto histórico e monárquico do livro de Jeremias

Jeremias profetizou cerca de um século após Isaías; seus contemporâneos foram: Sofonias e Habacuque (no começo) e Daniel (mais tarde).

Jeremias iniciou seu ministério profético no reinado de Josias, mas seu ofício perpassou o reinado dos últimos cinco reis de Judá (11-3): Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias. O fato de Jeremias relacionar-se com cinco dos reis de Judá, fornece a porção essencialmente histórica do seu livro. Vejamos um pouco do relacionamento de Jeremias com os cinco reis de Judá: Josias 640 - 609 a.C. Caps. 1-20

Jeremias mantinha relações cordiais com Josias e, ao que parece, o ajudou na sua política reformadora (2 Rs 23.1). O trecho de Jeremias 11.1-8, refere-se provavelmente ao seu entusiasmo em favor das reformas implementadas por Josias. Josias foi morto ao oferecer resistência ao Faraó Neco (610 - 594 a.C.). Jeremias lamentou profundamente a morte do rei-reformador de Judá (Jr 22.10).
Jeoacaz

609 a.C.  Jeoacaz governou por apenas três meses e nada sabemos a respeito do relacionamento de Jeremias com esse rei. (Nada foi escrito em seu tempo). Jeoaquim 609-597 a.C. Caps. 12.7; 13.27; 21; 25; 27; 28; 33; 35; 36; 45
Jeoaquim reinou de 608 a 597 a.C. e foi apenas um vassalo do poder egípcio. Esse rei destruiu as profecias escritas de Jeremias e também permitiu sua prisão pelos nobres. Chegou a propor a pena de morte a Jeremias (Jr 26.11). Mais tarde foi raptado e levado para o Egito por alguns judeus.

Joaquim597 a.C.
Caps. 13.18 ss; 20.24-30; 52.31-34

Joaquim sucedeu ao seu pai Jeoaquim no reino de Judá, mas colheu os péssimos frutos plantados pelos governantes anteriores. Tinha apenas dezoito anos de idade quando subiu ao trono, onde permaneceu apenas três meses. Joaquim foi levado para a Babilônia em decorrência do cativeiro (Jr 13.15-19), e libertado 36 anos mais tarde pelo filho e sucessor de Nabucodonosor (2 Rs 25.27-30).

Zedequias
Caps. 24; 29; 37; 38; 51.59,60


Zedequias era o filho mais novo de Josias e foi o último rei de Judá. Governou por dez anos pagando tributos aos babilônicos e, quando deixou de pagá-los, firmou um acordo com o Egito. Nabucodonosor ficou furioso e enviou um exército para destruir a cidade de Jerusalém. Jeremias opôs-se à rebelião de Zedequias, e por causa do cumprimento de suas predições, foi acusado de favorecer ao inimigo e lançado na masmorra (Jr 27.1-22) [7].

O profeta Jeremias foi um um mensageiro de Deus que profetizou em Judá

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017
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Significado da Palavra Fé

A palavra fé é um termo muito usado em várias religiões, e na Bíblia temos uma definição clara do que é fé: “A fé é a firme confiança de que virá o que se espera, a demonstração clara de realidades não vistas. ” (Hebreus 11:1) Ou seja, é crer ou acreditar em algo ou alguém que você não vê ou que não tenha comprovação que um dia existiu.

Na Bíblia, no livro de Hebreus 11:6 diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que o buscam seriamente. ”

Mas o que acontece é que muitas pessoas frequentam igrejas pois foram criados assim desde crianças, e assim vão por costumes pensando que estão fazendo o certo e agradando a Deus. Mas o que Deus realmente quer é que tenhamos FÉ que Ele morreu na cruz por nós e está com a gente a todo e qualquer momento. Por isso na Bíblia está claro que devemos nos esforçar para estarmos perto de Deus, assim facilita que nossa fé aumente cada vez mais. “Acheguem-se a Deus, e ele se achegará a vocês. ” ( Tiago 4:8)

SOBRE A PALAVRA DE CRISTO

 
No Evangelho de Lucas 5:1 a 5, Jesus, após ter usado o barco de Pedro para anunciar a multidão que
o seguia, e sabendo Ele que os pescadores não haviam apanhado nada durante toda a noite, mandou Pedro, que novamente lançasse a rede ao mar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.

Observem que Pedro já estava lavando as redes, sendo ele exímio pescador, sabia que não havia mais razão nenhuma para persistência, pois havia encerrado a sua jornada de uma exaustiva e frustrante noite de trabalho, sem nada apanhar. Mas quando o Senhor Jesus mandou que novamente lançasse a rede, não hesitou, e pelos olhos da Fé, em viu em Cristo o poder para fazer o impossível.

Creu incondicionalmente na palavra do Senhor, e deu prova disso dizendo: Senhor eu já trabalhei a noite toda sem nada apanhar, mas sobre a tua palavra, lançarei a rede. E assim procedeu e a rede se encheu de tal forma que não conseguira retira-la sozinho.

Essa é a medida da Fé que nós também precisamos atingir. Crer na palavra do Senhor incondicionalmente, sem hesitar e sem nada duvidar. Precisamos crer, ter a certeza e confiar que Deus é conosco e a sua palavra não voltará para si vazia, antes faz tudo o que lhe agrada, segundo a sua vontade.

EXORTAÇÕES DO SENHOR JESUS SOBRE A FÉ


Em Lucas 8.43 – 48, diz: E uma mulher que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara todos os seus bens com os médicos e por nenhum pudera ser curada; Chegando por de trás de Jesus, tocou na orla de suas vestes e o fluxo de sangue estancou imediatamente.

E disse Jesus: Quem é que me tocou? E negando todos, disse Pedro e os que estavam com Ele: Mestre a multidão te aperta e te oprime, e dizes tu quem é que te tocou?

Disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem sei que de mim saiu virtude. Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo, e, prostrando-se ante Ele, declarou-lhe diante de todo o
povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara. E Ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.

Considerem quantos da multidão apertavam e oprimiam a Jesus sem receber nenhuma dádiva. Agora imaginem a Fé, dessa irmã. No meio da multidão, ela conseguiu apenas tocar nas vestes de Cristo e imediatamente foi curada. Jesus sentiu sair dele virtude e perguntava quem havia tocado nele com fé, e Pedro lhe disse: Mestre a multidão te aperta e te oprime, e dizes tu quem é que te tocou?

Portanto amados, não seja você só mais um na multidão dos que apertam e oprimem a Jesus sem nada receber, ma seja revestido de fé, não busque em Cristo a prosperidade só para as coisas materiais, mas creia verdadeiramente que a sua fé vai tocar não nas vestes, mas no coração de Jesus. E Cristo vai lhe prosperar tanto quanto prosperou aquela mulher, a qual alem de receber o milagre da cura, ainda foi agraciada com a paz do Senhor Jesus e a oferta da vida eterna.

Você poderá avaliar o imensurável poder da fé? Num simples gesto, quantas obras e maravilhas aconteceram na vida daquela senhora, foi uma verdadeira revolução. Assim também, Cristo quer fazer em sua vida, uma obra completa através da sua fé.

São inúmeros os testemunhos de libertações, curas e milagres, pela Fé, no Evangelho do Senhor Jesus. É importante observar, quando Ele curava, e libertava os oprimidos, deixava evidente a vinculação da cura, segundo a Fé, ou melhor, o Senhor Jesus condicionou que só receberemos benções conforme a medida da nossa Fé. Ele mesmo disse que não seremos ouvidos pelo muito falar, porque o Pai conhece as nossas necessidades, antes mesmo de suplicarmos suas misericórdias.

O Que é Fé? Qual o Significado de Fé ?

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POR QUE PRECISAMOS DA FÉ?

Hb 11.1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Hb 11.6 Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de
Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Eu sempre cri em Deus, mas sempre me perguntei por que Deus quer que eu tenha fé para obter suas
bênçãos, ou para realizar sua vontade ou mesmo interagir com Ele. Passei momentos onde eu determinava bênçãos, orava, fazia projetos, profetizava, eu estava exercendo minha fé, algumas vezes não dava certo, mas comprovei que a fé funciona. Eu entendo que nem tudo Deus quer me dar, e nem tudo está na ora de dar, e também entendo que precisamos de uma fé maior para obter os resultados maiores. No entanto comprovei que a fé funciona, mas o que não entendia era por que Deus precisava disso. Eu me perguntava, é Ele que comanda minha vida ou sou eu que determino tudo, se tudo eu tinha que fazer pela minha fé por que então precisamos de Deus? Se o único jeito de obter as bênçãos de Deus é por meio da fé, porque agradecer a Ele se fui eu que tive o trabalho?

Na verdade eu queria um Deus que fizesse ás coisas independente da minha vontade, que trabalhasse por mim mesmo quando eu não fizesse nada, que tão somente as realizasse por que eu era seu filho. Se eu era filho de Deus, então Ele tinha que cuidar de mim como um pai que cuida de seus filhos. Eu queria ver Deus agindo, na verdade queria que Deus olhasse minha vida e colocasse a mão, queria que Ele visse o meu problema e me ajuda-se, que ás bênçãos aparecessem para suprir minhas necessidades, ai sim eu poderia falar, Deus viu que estou sofrendo e me ajudou, sim Ele cuida de mim. Eu queria também que Deus resolvesse os problemas do mundo, que Deus olhasse as crianças na África, e mandasse comida, dinheiro, queria que Deus acabasse com as guerras, que não deixasse ás catástrofes
acontecerem. Eu perguntava, por que Deus não faz nada, Ele está vendo tudo, porque tanta gente boa
está sofrendo por causa de enchentes e terremotos, por que Deus permitiu tudo isso?
Eu queria que os maus fossem atingidos e os bons fossem protegidos, quando houvesse algum desastre, é mais justo isso, mas na verdade falta compreender tudo isso. Na verdade Deus é bom e ama todos, sofre com os problemas e quer ajudar, só que Ele quer ver compromisso, fé, amor e inteligência.

Na terra Deus age de diversas formas, Ele salva alguém mesmo que esse não mereça, Ele simplesmente salva por que se não a pessoa vai morrer e só Ele pode fazer alguma coisa. Certas vezes alguém acorda num hospital depois de três dias de coma, a última coisa que se lembra é que bebeu muito, saiu de uma festa pra casa e não se lembra de mais nada, mas Deus salva, Deus faz milagres. Outras vezes Deus não pode fazer nada, a pessoa bate o carro e morre, pode ser conseqüências de uma vida errada, de atitudes mal pensadas, de uma vida sem Deus. Existem circunstâncias onde Deus prova a nossa fé, Ele que ver se cremos Nele, é fácil agradecer e louvar quando está tudo bem, mas é difícil fazer isso no problema e quando parece que Deus não está agindo. Outra é quando o Diabo quer nos tentar e provar para ver se nós realmente cremos em Deus, então Deus permite as provações, mas sempre está no controle.

Saiba que independente das circunstâncias Deus sempre nos ama, Ele sofre com as desgraças e sofrimentos do mundo, mas Ele planejou um mundo onde Ele é o Senhor, com certeza se todos cressem em Deus o mundo seria um paraíso, se praticassem a palavra de Deus o mundo seria outro. Já pensou se não existisse ódio e ganância não haveria guerras e nem fome. Se o mundo não praticasse o adultério e a pornografia, teríamos lares e família melhores. Se todos cressem em Deus
teríamos um mundo cheio de perdão, amor, alegria e solidariedade, nós também teríamos uma sociedade mais justa, humana, comprometida com o próximo, pois o mandamento de Jesus foi amar nosso irmão como amamos a nós mesmos.
O problema é que o mundo quer Deus bem longe, quer liberdade pra se drogar, liberdade pra se prostituir, namorar sem limites, casar pra que? Ajudar o próximo nem pensar, cada um que se dane. Muitas pessoas

HERDEIROS PELA GRAÇA HERDEIROS PELA GRAÇA HERDEIROS PELA GRAÇA

Graça é o amor de Deus revelado na Cruz 24 dizem, acreditar em Deus pra que? Ele não existe, o bom é fazer o que da vontade, falar o que quiser, e ver o que dá prazer.

Alguém pode dizer, “ouvir sobre Deus é caretice, é brega, o que vão pensar de mim, o bom mesmo é ser light, ir na igreja só para que os outros vejam, mas escondido fazer o que me agrada e me da na prazer, saber se é da vontade de Deus não interessa, o importante é ser feliz, pois a final a vida é curta e tenho que aproveitar”. Esse é o pensamento de alguém que está longe de Deus, que precisa conhecer a verdade. Como podemos culpar a Deus quando as coisas não dão certo, se pedimos a Deus para se afastar da nossa vida, pois as nossas atitudes determinam nosso andar com Deus.

Nos Estados unidos, proibiram as aulas sobre cristianismo e ensino religioso, mas permitiram aulas
sobre bruxaria, e quando um aluno pega uma metralhadora e atira em seus colegas da escola, muitos perguntam por que Deus permitiu que inocentes morressem? Mas esquecem que foram eles mesmos que expulsaram Deus da escola, eles não querem Deus, mas culpam a Deus pelo que acontece.
Outro caso, alguns jovens estavam bebendo e resolveram ir para outra cidade para festar, antes
passaram na casa de uma das moças que estava junto com eles para pegar algumas coisas, sua mãe não queria que ela fosse, mas ela queria ir de todo jeito, a mãe pela insistência deixou e na saída falou, vai com Deus, a moça com deboche falou, Deus não tem lugar aqui só se Ele for no porta-malas. Depois disso partiram para a festa, mas no decorrer da viagem esse grupo de jovens acabou batendo o carro e todos morreram, o carro se acabou, com exceção do porta-malas que permaneceu intacto.

Esse tempo atrás aconteceu em Santa Catarina algumas enchentes e deslizamentos, com isso muitas pessoas morreram e ficaram desabrigadas. Vendo isso agente se pergunta, porque Deus deixou isso acontecer? Na verdade foi algo natural, Deus não mandou construírem casas em morros, onde é fácil de acontecer os desmoronamentos. A população construiu a cidade em um lugar péssimo, lugar cheio de morros onde
predominam as enchentes.Deus também não foi chamado para impedir a catástrofe, mesmo por que ninguém sabia que isso iria acontecer. Podemos ver que a população foi imprudente e sofreu por suas atitudes. Vou fazer uma pergunta. Quem é que destrói a natureza e faz o clima mudar? O homem é a resposta.

O homem sempre quer fazer do seu jeito e quer culpar a Deus por aquilo que não da certo.
O mundo está sofrendo interferência direta do homem, e o homem tem o livre arbítrio de construir ou
destruir, se o mundo esta mal o homem tem grande culpa.
Precisamos entender que Deus deu ao homem a autoridade para dominar na terra, o homem recebeu o
direito sobre a terra, a bíblia diz que Deus deu a terra aos filhos dos homens, para que o homem pudesse exercer domínio sobre ela. Então se a terra é do homem, Deus não pode atuar sem permissão.
Sl 115.16 Os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.
Deus age na terra quando é chamado, Ele precisa que o homem queira a sua presença, e permita que Ele faça as mudanças necessárias. Por isso que a fé é importante, pois a fé é o canal que permite a entrada de Deus em nossas vidas.

A fé atrai a presença de Deus, quando temos fé Deus respalda a nossa fé. Quando uma cidade busca a
presença de Deus essa cidade é curada, restaurada, recebe a interferência do céu. Quando uma cidade vive longe de Deus ela morre, definha e destruída, por que é regida apenas por acontecimentos naturais.
Como exemplo nós podemos citar o continente africano, que viveu muitos anos sobre a cultura pagã, onde o povo não cria e não conhecia a Deus. Como resultado disso estamos vendo na áfrica um povo que sofre com a guerra, com a fome, com a miséria, com as doenças e com vários tipos de males, que são causados principalmente pela ausência de Deus. Mas o quadro está mudando, pois muitos
missionários e igrejas estão sendo implantadas na áfrica e onde existe uma igreja existe fé e onde existe fé Deus está. A fé e a oração dão legalidade para Deus atuar e mudar circunstanciais.
Por isso muitas coisas ruins acontecem, por que Deus não está ali, por que Deus não foi chamado, por que não houve fé para que Ele pudesse atuar.

Deus quer transformar o mundo, quer transformar sua família, mas espera que você permita através da fé, que Ele venha e mude tudo o que precisa ser mudado.

Deus é o Senhor do universo Ele tem o controle de todas as coisas, mas deixou a fé como instrumento que liga o homem a Deus. Quem tem fé recebe mudanças aqui na terra, pela fé milagres acontecem. Quando Deus vê um coração cheio de fé Ele abençoa, pois sem a fé é impossível agradar a Deus, e são por nossas atitudes de fé que nós provamos que cremos em Deus.

HERDEIROS PELA GRAÇA HERDEIROS PELA GRAÇA HERDEIROS PELA GRAÇA

Graça é o amor de Deus revelado na Cruz 25
Quando Deus vê fé Ele se move, assim podemos compreender por que nós precisamos da fé. Quando

Deus vê atitudes Ele pode mudar qualquer circunstância, e é pela fé que Deus identifica quem são os seus filhos. Atitudes mostram nossa fé, a fé mostra nosso compromisso e comunhão com Deus, de outra maneira como Deus pode diferenciar o crente do não crente, o que serve a Deus e o que não serve. A fé é o divisor de águas, precisamos de fé para demonstrar quem nós somos, é ela que nos identifica no meio desse mundo
cheio de trevas e escuridão. A fé liga Deus a terra, pois a fé é porta de entrada que Deus tem para mudar nossa vida. Um dia Deus vai julgar o mundo, e a fé é agarantia da salvação, pois a fé é caracterizada por atitudes, confiança e entrega.

Por que Precisamos da Fé

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017
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O Pátio

A área do Tabernáculo, ou pátio, era definida por uma cerca retangular e uma entrada, como segue:
A cerca era formada por 60 tábuas.
A área delimitada era de 100 côvados por 50 côvados (45 m x 22,5 m).
As 60 tábuas eram feitas de madeira de acácia e revestidas por bronze (veja o Apêndice A).
As tábuas eram encaixadas verticalmente nas bases de bronze.
Cada tábua tinha uma altura de 5 côvados (2,25 m).
As tábuas eram mantidas em posição vertical por cordas amarradas às bases de bronze fixadas no solo.
Todos os ganchos, argolas e colchetes eram feitos de prata.
Um capitel de prata estava montado por cima de cada tábua.
Vinte tábuas ficavam no lado norte do Tabernáculo e vinte no lado sul.
Dez tábuas ficavam do lado oriental e dez no ocidental.
A entrada, que estava no lado oriental, tinha quatro tábuas e uma largura de 20 côvados (9 metros).
A entrada consistia de uma cortina de linho com obras de bordador em carmesim (vermelho vivo),
púrpura (violeta, ou roxo) e azul.
O restante da cerca era coberto por uma cortina de linho branco fino e torcido.
As cortinas ao longo de cada lado podem ter sido feitas de um rolo contínuo de tecido.
Nechosheth

A palavra hebraica nechosheth, que na tradução de João Ferreira de Almeida (ACF) aparece como bronze, pode ter sido o cobre. O bronze é uma liga de zinco e estanho, mas sabemos hoje que o zinco era muito raro nos tempos antigos. O cupralumínio é outra possibilidade. Uma liga de cobre e alumínio, ele era muito menos maleável do que o estanho e difícil de trabalhar sem ser recriado. Todas as famílias israelitas certamente possuíam diversos talheres de mesa feitos de cobre quando deixaram o Egito. Evidências arqueológicas mostram que esse metal era comumente usado naquele tempo. Ele também era de maior valor prático do que o bronze, pois podia ser moldado e transformado em novos objetos. Ele também podia ser polido e servir como espelho para propósitos cosméticos (veja Êxodo 38:8).

Temos também outra indicação em Deuteronômio 8:9, que diz: "... terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre." Como o bronze é uma liga e não é encontrado em minas, o metal em questão mais provavelmente era o cobre.

Por esta e outras razões, muitos eruditos hoje acreditam que, na maioria das ocorrências (embora não necessariamente em todas) em que a palavra nechosheth é usada na Bíblia, ela na verdade significa cobre. Todavia, para evitar confusão, continuaremos a nos referir a esse metal como "bronze".

Metais

Três metais foram usados na construção do Tabernáculo — ouro, prata e bronze (cobre). Como já vimos, o número três indica plenitude, de modo que sabemos que esses metais transmitiam uma mensagem espiritual completa para os hebreus. Os eruditos bíblicos em geral concordam que:

O ouro significa divindade, ou justiça divina.
A prata significa expiação, redenção e santificação.
O bronze significa julgamento e a consequência do pecado.
Cores

O Tabernáculo consistia de dois grupos principais de cores, isto é, as três cores metálicas — ouro, prata e bronze — e quatro cores nos tecidos — azul, púrpura, vermelho e branco. Como um conjunto, esses quatro últimos denotavam universalidade e, portanto, uma verdade espiritual que era aplicável ao total da humanidade.

Azul, a cor do céu, significa a origem celestial de Cristo.
Púrpura (violeta, ou roxo), significa a realeza de Cristo.
Vermelho, significa o sangue derramado de Cristo.
Branco, significa a perfeita justiça de Cristo.
Outra cor notável era a da cobertura exterior do próprio Tabernáculo. Como esta é uma questão de conjetura, deixarei para discuti-la separadamente (veja o Cap. 5).

Embora a palavra "branco" não seja encontrada no Êxodo, ela é implícita pela palavra hebraica byssus, que significa linho fino. Assim, o termo "linho fino torcido (ou trançado)" significa um linho branco desbotado muito puro, do tipo mais caro, que normalmente estava disponível somente para a aristocracia egípcia. O livro do Apocalipse confirma a importância do linho fino como um símbolo da perfeita pureza quando declara:

"Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos." [Apocalipse 19:7-8].

A cerca que existia ao redor do pátio e que consistia de linho fino branco, declarava que somente uma pessoa vestida em justiça poderia entrar. As tábuas de acácia denotavam nossa humanidade, enquanto que o revestimento de bronze em cada uma delas declarava que toda a humanidade está sob julgamento diante de um Deus extraordinariamente santo.

A cerca poderia ter formado uma barreira permanente para as almas perdidas, se não existisse a mensagem de esperança retratada pelos capitéis no alto de cada tábua. A prata denota expiação e, portanto, aponta para o sangue derramado de Cristo.

A entrada única ficava no lado oriental do pátio. Ela consistia de uma passagem de quatro pilares, mostrando que ela estava acessível a toda a humanidade (quatro é o número da universalidade). A cortina que enfeitava a entrada também era feita de "linho fino torcido", mas era toda bordada com fios de cores azul, púrpura e carmesim. Essas cores eram um convite para todos fazerem uso da obra perfeita de Cristo, para virem até Ele em Sua divindade, a se submeterem à Sua soberania, a buscarem salvação em Seu sangue derramado, e aceitarem o dom da justiça perfeita que Ele somente pode outorgar.

O Tabernáculo constituía um retrato impressionante de Cristo. Cada detalhe de sua construção e suas várias atividades cerimoniais proclamavam algum aspecto da santidade, do propósito e da obra perfeita de Cristo. Por meio do Tabernáculo e de seus ritos cerimonias prescritos, o Pai Celestial estava apresentando a humanidade ao Seu Filho. Em particular, Ele estava retratando Seu plano de redenção, por meio do qual os homens caídos poderiam vir até Ele e se reconciliar com Ele.

Retratando Seu plano deste modo, Deus estava dizendo ao mundo que não há outro caminho para a salvação. Se nos recusarmos a vir até Ele de acordo com Sua santa vontade, seguindo o caminho que Ele especificou, nunca O encontraremos.

Isto significa que todas as outras religiões são falsas e nunca levarão a Deus? Sim, é exatamente o que significa. Isto não é algo que as pessoas gostem de ouvir, mas é a mensagem do Tabernáculo.

A Lei definiu um padrão que homem algum — exceto Cristo — conseguiu cumprir ("E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé." [Gálatas 3:11]). A grande esperança no Pentateuco está, não na obediência à Lei, mas na promessa do Tabernáculo, representada pelo Propiciatório no Santíssimo Lugar.

A Lei, que era representada pelas duas tábuas de pedra, confirmava com força terrível que o homem estava sob uma sentença de morte e que não havia absolutamente nada que ele poderia fazer para salvar-se. A Lei permitiu que o homem visse que sua condição era até pior do que ele tinha anteriormente imaginado. Mas, as tábuas da Lei estavam guardadas dentro da Arca, de forma que a ira de Deus, que elas continuamente autorizavam e convidavam, era mantida permanentemente sob controle pelo Propiciatório (uma tampa) que ficava sobre elas.

Os Dois Mantos

O Tabernáculo fala sobre Cristo de formas inesperadas. Considere, por exemplo, os dois mantos que foram colocados sobre Cristo imediatamente antes da crucificação:

"E os soldados o levaram dentro à sala, que é a da audiência, e convocaram toda a coorte. E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos Judeus!" [Marcos 15:16-18].

"E logo os soldados do presidente, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte. E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate; e, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e em sua mão direita uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus. E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e batiam-lhe com ela na cabeça. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado." [Mateus 27:27-31].

A palavra grega para "púrpura" em Marcos é porphyra, enquanto que a palavra para escarlate em Mateus é kokkinos. Apesar do fato de duas cores distintas serem mencionadas, alguns comentaristas, incluindo Gill e Barnes, acreditam que, como a mesma sequência de eventos está sendo descrita em ambos os Evangelhos, o mesmo manto está sendo referido a cada vez. Mas, a tipologia do Tabernáculo diz algo diferente. As quatro cores nos tecidos do Tabernáculo são as mesmas cores que Cristo "vestiu" no dia de Sua crucificação. Além de sua túnica de linho branco, sobre o qual os soldados lançaram sortes, Cristo foi despido e vestido sucessivamente pelos soldados da guarda pretoriana com dois mantos diferentes, um de cor púrpura e outro vermelho. A quarta cor — azul — é a cor do céu, um céu sem nuvens.

O Tabernáculo e a Igreja

Se o Tabernáculo lida com a santidade de Deus, o estado caído do homem, os efeitos perniciosos do pecado, a necessidade de expiação, a morte e ressurreição de Cristo e a redenção da humanidade, então ele tem muito a dizer sobre a igreja!

Comparando a atitude e práticas da igreja professa com os princípios santos incorporados no Tabernáculo, devemos ser capazes de dizer se, e em que extensão, a igreja se mantém fiel ao seu rumo prescrito.

O Pátio, A área do Tabernáculo

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017
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Meios divinos de santificação.

São meios divinamente estabelecidos de santificação: o sangue de Cristo, o Espírito Santo e a Palavra de Deus. O primeiro proporciona, primeiramente', a santificação absoluta, quanto à posição perante Deus. É uma obra consumada que concede ao pecador penitente uma posição perfeita em relação a Deus. O segundo meio é interno, efetuando a transformação da natureza do crente. O terceiro meio é externo e prático, e diz respeito ao comportamento do crente. Dessa forma, Deus fez provisão tanto para a santificação interna como externa.

(a) O sangue de Cristo, (Eterno, absoluto e posicionai.) (Heb. 13:12; 10:10,14; 1João 1:7.) Em que sentido seria a pessoa santificada pelo sangue de Cristo? Em resultado da obra consumada de Cristo, o pecador penitente é transformado de pecador impuro em adorador santo. A santificação é o resultado dessa "maravilhosa obra redentora do Filho de Deus, ao oferecer-se no Calvário para aniquilar o pecado pelo seu sacrifício. Em virtude desse sacrifício, o crente é eternamente separado para Deus; sua consciência é purificada, e ele próprio é transformado de pecador impuro, em santo
adorador, unido em comunhão com o Senhor Jesus Cristo; pois, "assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos" (Heb. 2:11).

Que haja um aspecto contínuo na santificação pelo sangue, infere-se de 1 João 1:7: "O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado." Se houver comunhão entre o santo Deus e o homem, necessariamente terá que haver uma provisão para remover a barreira de pecado, que impede essa comunhão, uma vez que os melhores homens ainda assim são imperfeitos. Ao receber Isaías a visão da santidade de Deus, ele ficou abatido ao perceber a sua falta de santidade; e não estava em condições de ouvir a mensagem divina enquanto a brasa do altar não purificasse seus lábios. A consciência do pecado ofusca a
comunhão com Deus; confissão e fé no eterno sacrifício de Cristo removem essa barreira. (1 João 1:9.)

(b) O Espírito Santo. (Santificação Interna.) (1 Cor. 6:11; 2 Tess. 2:12; 1 Ped. 1:1,2; Rom. 15:16.) Nessas passagens a santificação pelo Espírito Santo é apresentada como o início da obra de Deus nos corações dos homens, conduzindo-os ao inteiro conhecimento da justificação pela fé no sangue aspergido de Cristo. Tal qual o Espírito pairava por cima do caos original (Gên. 1:2), seguindo-se o estabelecimento da ordem pelo Verbo de Deus, assim o Espírito paira sobre a alma humana, fazendo-a abrir-se para receber a luz e a vida de Deus. (2 Cor. 4:6.)

O capítulo 10 de Atos proporciona uma ilustração concreta da santificação pelo Espírito Santo. Durante os primeiros anos da igreja, a evangelização dos gentios retardou-se visto que muitos cristãos-judeus consideravam os gentios como "imundos", e não-santificados por causa de sua não conformidade com as leis alimentares e outros regulamentos mosaicos. Exigia-se uma visão para convencer a Pedro que aquilo que o Senhor purificara ele não devia tratar de comum ou impuro. Isso importava em dizer que Deus fizera provisão para a santificação dos gentios para serem o seu povo. E
quando o Espírito de Deus desceu sobre os gentios, reunidos na casa de Cornélio, já não havia mais dúvida a respeito. Eram santificados pelo Espírito Santo, não importando se obedeciam ou não às ordenanças mosaicas (Rom. 15:16), e Pedro reptou os judeus que estavam com ele a negarem o símbolo exterior (batismo nas águas) de sua purificação espiritual. (Atos 10:47; 15:8.)

(c) A Palavra de Deus.

(Santificação externa e prática.) (João 17:17, Efés 5:26; João 15:3; Sal. 119:9; Tia. 1:23-25.) Os cristãos são descritos como sendo "gerados pela Palavra de Deus"(l Ped. 1:23). A Palavra de Deus desperta os homens a compreenderem a insensatez e impiedade de suas vidas. Quando dão importância à Palavra arrependendo-se e crendo em Cristo, são purificados pela Palavra que lhes fora falada. Esse é o início da purificação que deve continuar através da vida do crente. No ato de sua consagração ao ministério, o sacerdote israelita recebia um banho sacerdotal completo, banho que nunca se repetia; era uma obra
feita uma vez para sempre. Todos os dias porém, era obrigado a lavar as mãos e os pés. Da mesma maneira, o regenerado foi lavado (Tito 3:5); mas precisa uma separação diária das impurezas e imperfeições conforme lhe forem reveladas pela Palavra de Deus, que serve como espelho para a alma. (Tia. 1:22-25.) Deve lavar as mãos, isto é, seus atos devem ser retos; deve lavar os pés, isto é, "guardar-se da imundície que tão facilmente se apega aos pés do peregrino, que anda pelas estradas deste mundo".

Meios divinos de santificação. O sangue de Cristo

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O tempo da santificação.

A santificação reúne: 1) idéia de posição perante Deus e instantaneidade; 2) prática e progressiva.
(a) Posicional e instantânea. A seguinte declaração representa o ensino dos que aderem à teoria de santificação da "segunda obra definida", feita por alguém que ensinou essa doutrina durante muitos anos:
Supõe-se que a justificação é obra da graça pela qual os pecadores, ao se entregarem a Cristo, são feitos justos e libertados dos hábitos pecaminosos. Mas no homem meramente justificado permanece um princípio de corrupção, uma árvore má, "uma raiz de amargura", que continuamente o provoca a pecar. Se o crente obedece a esse impulso e deliberadamente peca, ele perde sua justificação; segue-se portanto, a vantagem de ser removido esse impulso mau, para que diminua a possibilidade de se desviar. A extirpação dessa raiz pecaminosa é santificação. Portanto, é a purificação da natureza de todo pecado congênito pelo sangue de Cristo (aplicado pela fé ao realizar-se a plena consagração), e o fogo purificador do Espírito Santo, o qual queima toda a escória, quando tudo é depositado sobre o altar do sacrifício. Isso, e somente isso, é verdadeira santificação — a segunda obra definida da graça, subseqüente à justificação, e sem a qual essa justificação provavelmente se perderá.

A definição supra citada ensina que a pessoa pode ser salva ou justificada sem ser santificada. Essa
teoria, porém, é contrária ao ensino do Novo Testamento.
O apóstolo Paulo escreve a todos os crentes como a "santos" (literalmente, "os santificados") e como já santificados (1 Cor. 1:2; 6:11). Mas essa carta foi escrita para corrigir esses cristãos por causa de sua carnalidade e pecados grosseiros. (1 Cor. 3:1; 5:1,2,7,8.) Eram "santos" e "santificados em Cristo", mas alguns desses estavam muito longe de ser exemplos de cristãos na conduta. Foram chamados a ser santos, mas não se portavam dignos dessa vocação santa.
Segundo o Novo Testamento existe, pois, um sentido em que a santificação é simultânea com a justificação.

(b) Prática e progressiva. Mas será que essa santificação consiste somente em ser conferida a posição de santos? Não, essa separação inicial é apenas o começo duma vida progressiva de santificação. Todos os cristãos são separados para Deus em Jesus Cristo; e dessa separação surge a nossa responsabilidade de viver para ele. Essa separação deve continuar diariamente: o crente deve esforçar-se sempre para estar conforme à imagem de Cristo. "A santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual o homem todo é renovado segundo a imagem de Deus, capacitando-nos a morrer para o pecado e viver para a justiça." Isso não quer dizer que vamos progredir até alcançar a santificação e, sim, que progredimos na santificação da qual já participamos.

A santificação é posicionai e prática — posicional em que é primeiramente uma mudança de posição pela qual o imundo pecador se transforma em santo adorador; prática porque exige uma maneira santa de viver. A santificação adquirida em virtude de nova posição, indica-se pelo fato de que todos os coríntios foram chamados "santificados em Cristo Jesus, chamados santos" (1 Cor. 1:2). A santificação progressiva está implícita no fato de alguns serem descritos como "carnais" (1 Cor. 3:3), o que significa que sua presente condição não estava à altura de sua posição concedida por Deus. Em razão disso, foram exortados a purificar-se e assim melhorar sua consagração até alcançarem a perfeição. Esses dois aspectos da santificação estão implícitos no fato de que aqueles que foram tratados como santificados e santos (1 Ped. 1:2; 2:5), são exortados a serem santos (1 Ped. 1:15). Aqueles que estavam mortos para o pecado (Col 3:3) são exortados a mortificar (fazer morto) seus membros pecaminosos (Col 3:5). Aqueles que se
despiram do homem velho (Col. 3:9) são exortados a vestirem-se ou revestirem-se do homem novo. (Efés 4:22; Col. 3:8.)

O tempo da santificação.

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Natureza da santificação

Em estudo anterior afirmamos que a chave do significado da doutrina da expiação, encontrada no Novo Testamento, acha-se no rito sacrificial do Antigo Testamento. Da mesma forma chegaremos ao sentido da doutrina do Novo Testamento sobre a santificação, pelo estudo do uso no Antigo Testamento da palavra "santo".

Primeiramente, observa-se que "santificação", "santidade", e "consagração" são sinônimos, como o são: "santificados" e "santos". Santificar é a mesma coisa que fazer santo ou consagrar. A palavra "santo" tem os seguintes sentidos:

(a) Separação. "Santo" é uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é
"separação "; portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus que o toma separado de tudo quanto seja terreno e humano — isto é, sua perfeição moral absoluta e sua divina majestade.
Quando o Santo deseja usar uma pessoa ou um objeto para seu serviço, ele separa essa pessoa ou aquele objeto do seu uso comum, e, em virtude dessa separação, a pessoa ou o objeto toma-se "santo".

(b) Dedicação. Santificação inclui tanto a separação de, como dedicação a alguma coisa; essa é "a condição dos crentes ao serem separados do pecado e do mundo e feitos participantes da natureza divina, e consagrados à comunhão e ao serviço de Deus por meio do Mediador".
A palavra "santo" é mais usada em conexão com o culto. Quando referente aos homens ou objetos, ela expressa o pensamento de que esses são usados no serviço divino e dedicados a Deus, no sentido especial de serem sua propriedade. Israel é uma nação santa, por ser dedicada ao serviço de Jeová; os levitas são santos por serem especialmente dedicados aos serviços do tabernáculo; o sábado e os dias de festa são santos porque representam a dedicação ou consagração do tempo a Deus.

(c) Purificação. Embora o sentimento primordial de "santo" seja separação para serviço, inclui também a idéia de purificação. O caráter de Jeová age sobre tudo que lhe é consagrado. Portanto, os homens consagrados a ele participam de sua natureza. As coisas que lhe são dedicadas devem ser limpas. Limpeza é uma condição de santidade, mas não a própria santidade, que é, primeiramente, separação e dedicação.

Quando Jeová escolhe e separa uma pessoa ou um objeto para o seu serviço, ele opera ou faz com que aquele objeto ou essa pessoa se torne santo. Objetos inanimados foram consagrados pela unção do azeite (Êxo. 40:9-11). A nação israelita foi santificada pelo sangue do sacrifício da aliança. (Êxo. 24:8. Vide Heb. 10:29). Os sacerdotes foram consagrados pelo representante de Jeová, Moisés, que os lavou com água, ungiu-os com azeite e aspergiu-os com o sangue de consagração. (Vide Lev.,

Como os sacrifícios do Velho Testamento eram tipos do sacrifício único de Cristo, assim as várias abluções e unções do sistema mosaico são tipos da verdadeira santificação que alcançamos pela obra de Cristo. Assim como Israel foi santificado pelo sangue da aliança, assim "também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta" (Heb. 13:12).
Jeová santificou os filhos de Arão para o sacerdócio pela mediação de Moisés e o emprego de água,
azeite e sangue. Deus o Pai (1 Tess. 5:23) santifica os crentes para um sacerdócio espiritual (1 Ped. 2:5) pela mediação do Filho (I Cor. 1:2,30; Efés 5:26; Heb 2:11), por meio da Palavra (João 17:17; 15:3), do sangue (Heb. 10:29; 13:12) e do Espírito (Rom. 15:16; 1 Cor. 6:11; 1 Ped. 1:2).

(d) Consagração, no sentido de viver uma vida santa e justa. Qual a diferença entre justiça e santidade? A justiça representa a vida regenerada em conformidade com a lei divina; os filhos de Deus andam retamente ( 1 João 3:6-10). Santidade é a vida regenerada em conformidade com a natureza divina e dedicada ao serviço divino; isto pede a remoção de qualquer impureza que estorve esse serviço. "Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Ped. 1:15). Assim a santificação inclui a remoção de qualquer mancha ou sujeira que seja contrária à santidade da natureza divina.
Em seguida à consagração de Israel surge, naturalmente, a pergunta: "Como deve viver um povo santo?" A fim de responder a essa pergunta, Deus deu-lhes o código de leis de santidade que se acham no livro de Levítico. Portanto, em conseqüência da sua consagração, seguiu-se a obrigação de viver uma vida santa. O mesmo se dá com o cristão. Aqueles que são declarados santos (Heb. 10:10) são exortados a seguir a santidade (Heb. 12:14); aqueles que foram purificados (1 Cor. 6:11) são exortados a purificar-se a si mesmos (2 Cor. 7:1).

(e) Serviço. A aliança é um estado de relação entre Deus e os homens no qual ele é o Deus deles e eles o seu povo, o que significa um povo adorador. A palavra "santo" expressa essa relação contratual. Servir a Deus, nessa relação, significa ser sacerdote; por conseguinte, Israel é descrito como nação santa e reino de sacerdotes (Êxo. 19:6). Qualquer impureza que venha a desfigurar essa relação precisa ser lavada com água ou com o sangue da purificação.
Da mesma maneira os crentes do Novo Testamento são "santos", isto é, um povo santo consagrado. Pelo sangue da aliança tornaram-se "sacerdócio real, a nação santa... sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Ped. 2:9,5); oferecem o sacrifício de louvor (Heb. 13:15) e dedicam-se como sacrifícios vivos sobre o altar de Deus (Rom. 12:1).
Assim vemos que o serviço é elemento essencial da santificação ou santidade, pois é esse o único sentido em que os homens podem pertencer a Deus, isto é, como seus adoradores que lhe prestam serviço. Paulo expressou perfeitamente esse
aspecto da santidade quando disse acerca de Deus: "De quem eu sou, e a quem sirvo" (Atos 27:23). Santificação envolve ser possuído por Deus e servir a ele.

Natureza da santificação santidade

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Os meios de regeneração.

(a) Agência divina. O Espírito Santo é o agente especial na obra de regeneração. Ele opera a transformação na pessoa. (João 3:6; Tito 3:5.) Contudo, todas as Pessoas da Trindade operam nessa obra. Realmente as três Pessoas operam em todas as divinas operações, embora cada Pessoa exerça certos ofícios que lhe são peculiares. Dessa forma o Pai é preeminentemente o Criador; contudo, tanto o Filho como o Espírito Santo são mencionados como agentes na criação. O Pai gera (Tia. 1:18) e no Evangelho de João, o Filho é apresentado como o Doador da vida. (Vide caps. 5 e 6.)
Notem especialmente a relação de Cristo com a regeneração do homem. É ele o Doador da vida. De que maneira ele vivifica os homens? Vivifica-os por morrer por eles, de forma que, ao
comerem sua carne e beberem seu sangue (que significa crer em sua morte expiatória), eles recebem
a vida eterna. Qual é o processo de conceder a vida aos homens? Uma parte da recompensa de Cristo era a prerrogativa de conceder o Espírito Santo (Vide João 3:3,13; Gál.3:13,14), e ele ascendeu para que pudesse tomar-se a Fonte da vida e energia espiritual (João 6:62; Atos 2:33). O Pai tem vida em si (João 5:26); portanto, ele concede ao Filho ter vida em si; o Pai é a Fonte do Espírito Santo, mas ele concede ao Filho o poder de conceder o Espírito; desta forma o Filho é um "Espírito vivificante" (1 Cor. 15:45), tendo poder, não somente para ressuscitar os mortos, fisicamente, (João 5:25,26) mas também vivificar as almas mortas dos homens. (Vide Gên 2:7; João 20:22; 1 Cor. 15:45.)

(b) A preparação humana. Estritamente falando, o homem não pode cooperar no ato de regeneração, que é um ato soberano de Deus; mas o homem pode tomar parte na preparação para o novo nascimento. Qual é essa preparação? Resposta: Arrependimento e fé.
4. Efeitos da regeneração.
Podemos agrupá-los sob três tópicos: posicionais (adoção); espirituais (união com Deus); práticos (a vida de justiça).

(a) Posicionais. Quando a pessoa passa pela transformação espiritual conhecida como regeneração, torna-se filho de Deus e beneficiário de todos os privilégios dessa filiação. Assim escreve o Dr. William Evans: "Pela adoção, o crente, que já é filho de Deus, recebe o lugar de filho adulto; dessa forma o menino torna-se filho, o filho menor torna-se adulto." (Gál. 4:1-7.) A palavra "adoção" significa literalmente: "dar a posição de filhos" e refere-se, no uso comum, ao homem que toma para seu lar crianças que não são as suas pelo nascimento.
Quanto à doutrina, devemos distinguir entre adoção e regeneração: o primeiro é um termo legal que indica conceder o privilégio de filiação a um que não é membro da família; o segundo significa a transformação espiritual que toma a pessoa filho de Deus e participante da natureza divina. Contudo, na própria
experiência, é difícil separar os dois, visto que a regeneração e a adoção representam a dupla experiência da filiação.
No Novo Testamento a filiação comum é, às vezes, definida pelo termo "filhos" ("uioi"— no grego), termo que originou a palavra "adoção"; outras vezes é definida pela palavra "tekna", no grego, também traduzida por "filhos", que significa literalmente "os gerados", significando a regeneração. As duas idéias são distintas e ao mesmo tempo combinadas nas seguintes passagens: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder (implicando adoção) de serem feitos filhos de Deus... os quais... nasceram... de Deus" (João 1:12,13). "Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados (implicando adoção) filhos de Deus (a palavra que significa "gerados" de Deus)" (1 João 3:1). Em Rom. 8: 15,16 as duas idéias se entrelaçam: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos Abba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus."

(b) Espirituais. Devido à sua natureza, a regeneração envolve união espiritual com Deus e com Cristo
mediante o Espírito Santo; e essa união espiritual envolve habitação divina (2 Cor. 6:16-18; Gál. 2:20; 4:5,6; 1 João 3:24; 4:13.) Essa união resulta em um novo tipo de vida e de caráter, descrito de várias maneiras; novidade de vida (Rom. 6:4); um novo coração (Ezeq. 36:26); um novo espírito (Ezeq. 11:19); um novo homem (Efés. 4:24); participantes da natureza divina (2 Ped. 1:4). O dever do crente é manter seu contacto com Deus mediante os vários meios de graça e dessa forma preservar e nutrir a sua vida espiritual.

(c) Práticos. A pessoa nascida de Deus demonstrará esse fato pelo ódio que tem ao pecado (1 João 3:9; 5:18), por obras de justiça (1 João 2:29), pelo amor fraternal (1 João 4:7) e pela vitória que alcança sobre o mundo (1 João 5:4).
Devemos evitar estes dois extremos: primeiro, estabelecer um padrão tão baixo que a regeneração se torne questão de reforma natural; segundo, estabelecer um padrão elevado demais que não leve em conta as fraquezas dos crentes. Crentes novos que estão aprendendo a andar com Jesus estão sujeitos a tropeçar, como o bebê que aprende a andar. Mesmo os crentes mais velhos podem
ser surpreendidos em alguma falta. João declara que é absolutamente inconsistente que a pessoa nascida de Deus, portadora da natureza divina, continue a viver habitualmente no pecado (1 João 3.9), mas ao mesmo tempo ele tem cuidado em escrever: "Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo" (1 João 2:1).

Os Meios de Regeneração Espirituais

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